quinta-feira, 21 de março de 2013

Projeto de incentivo à leitura será lançado nesta quinta


Com o objetivo de despertar o hábito da leitura em diversos gêneros textuais e promover a formação educacional, bem como estimular a circulação de edições locais e o contato com escritores, a Secretaria de Cultura (SEC), realiza, nesta quinta-feira (21), mais uma etapa do projeto ‘Edição de Livros’.
O lançamento ocorrerá a partir das 18h, no Hall Superior da Biblioteca Pública do Amazonas.
Dessa vez serão relançadas as obras ‘O Nascimento de uma cidade: Manaus 1890 a 1990’, de Luiz de Miranda Correa, (quinta edição) e ‘Fundação de Manaus’, de Mário Ypiranga Monteiro (segunda edição).
A iniciativa faz parte das atividades do Programa de Incentivo à Leitura e ao Livro ‘Mania de Ler’.
Segundo o secretário de Cultura do Amazonas, Robério Braga, as ações acontecem uma vez por semana visando a dinamizar o acesso à leitura, além de oferecer oportunidades aos novos e antigos escritores a publicarem suas obras.
No total, o programa de incentivo à leitura e ao livro ‘Mania de Ler’, orçado em R$ 17.818.990,00, engloba 46 projetos e subprojetos nos mais diversos campos, como o do uso do espaço físico; da popularização da leitura; da atenção às pessoas com deficiência; do estimulo à produção e premiação; do cuidado e preservação com o livro; do estímulo à comemoração; da ação escolar; das edições; e do estimulo a promoção e divulgação.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Projeto prevê estantes de livros nos pontos de ônibus de São Paulo


De acordo com pesquisas, os paulistanos ficam, em média, cerca de 2 horas e meia por dia no trânsito, independe do transporte utilizado. Por isso, a iniciativa Parada do Livro veio para fazer esse deslocamento ser mais agradável ao instalarestantes de livros nos pontos de ônibus.
O intuito é incentivar a leitura, promover a cultura, a interação entre as pessoas e também fazer com que a espera pelo transporte seja mais agradável, já que no final do mês, as horas gastas no transporte público dão em média 3 dias que podem ser perdidos (ou não ;).

O projeto foi financiado pela organização Catarse e conseguiu o dinheiro que precisava arrecadar: R$ 5.600,00. Agora as estantes estão passando por um processo de identidade visual e devem ser instaladas pela cidade até o começo de junho.
Fonte: Yahoo

terça-feira, 19 de março de 2013

Biblioteca Pública (Maranhão) realiza seminário sobre livro, leitura e biblioteca


Conversar sobre as muitas possibilidades que se desdobram a partir da leitura, do contato com o livro e com a biblioteca é o propósito do Seminário "Conversa Afiada Sobre Livro, Leitura e Biblioteca", que será promovido pela Rede Leitora Ler pra Valer, em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura/Biblioteca Pública Benedito Leite e o Instituto C&A, que acontecerá em São Luís, nestas quinta (21) e sexta-feira (22), na Fundação de Memória Republicana do Convento das Mercês.
O Seminário tem por objetivo suscitar discussões acerca dos inúmeros caminhos que a leitura literária permite enveredar. O evento contará com a participação de mediadores de leitura em todo o estado, educadores, bibliotecários e profissionais ligados a área da leitura que irão participar de conferência, mesas temáticas, roda de conversa, momento literário e oficinas.
Como convidados para proferir palestras e oficinas estarão em São Luís André Neves, Roberto Azoubel, assessor Técnico do Setor do Livro, Leitura e Literatura da Representação Regional do Ministério da Cultura (MINC); Rita Margareth, especialista em Leitura (BA); Elisa Machado, coordenadora do Sistema Nacional de Bibliotecas.
A programação será aberta, às 9h de quinta-feira (21), com a conferência tema "Conversa afiada sobre livro, leitura e biblioteca", que será proferida por André Neves e terá a coordenação de Rosa Maria Ferreira Lima, diretora da Biblioteca Pública Benedito Leite e coordenadora do Programa nacional de Incentivo à Leitura-Proler/MA.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Biblioteca da Universidade de Coimbra é referência internacional


O presidente da República considerou, esta terça-feira, que a comemoração dos 500 anos da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra representa um motivo de orgulho e uma referência internacional para o mundo académico lusófono.
 
foto FERNANDO FONTES / GLOBAL IMAGENS
Biblioteca da Universidade de Coimbra é referência internacional
Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra
 
A comemoração dos 500 anos da Biblioteca Geral representa "um motivo de orgulho" para os portugueses e "uma referência internacional de valor incalculável, muito especialmente no mundo académico lusófono", considerou o presidente da República.
Numa carta enviada ao reitor da Universidade de Coimbra, Cavaco Silva congratulou-se com a celebração de uma data "tão importante" quer para história do país, quer para a história das instituições universitárias na Europa e no mundo.
Herdeira da Casa da Livraria, mencionada numa ata de 12 de fevereiro de 1513, quando a Universidade portuguesa funcionava em Lisboa, a Biblioteca Geral promove, a partir desta terça-feira, um programa comemorativo do 500 anos, que termina com um congresso internacional, em janeiro de 2014.
O presidente da República destacou que a Biblioteca da Universidade de Coimbra tem sido um "instrumento privilegiado da cultura, do saber e da arte", sobretudo "após a construção das magníficas instalações com que a dotou o rei D. João V".
Cavaco Silva sublinhou ainda que passaram pela Biblioteca alguns "dos grandes mestres da Renascença europeia", que nela estudaram "sucessivas gerações da elite nacional" e que nela se formaram muitos dos que "viriam a fundar e a contribuir para o desenvolvimento dos Estados que integram hoje a comunidade lusófona".

terça-feira, 5 de março de 2013

Dos enciclopedistas aos bibliotecários

O acervo digital dos EUA vem aí

RESUMO
Diretor do complexo de bibliotecas da Universidade Harvard comenta o lançamento da Biblioteca Pública Digital dos EUA, em abril, que vai pôr em rede o acervo em domínio público de dezenas de bibliotecas acadêmicas. Criado como antítese do Google Books, o projeto da DPLA é financiado por recursos privados.



 iluminismo é o principal tema de estudo do historiador americano Robert Darnton, 73, autor de vários títulos sobre como a difusão do conhecimento alimentou revoluções no século 18. É de certa forma inspirado nos ideais dos enciclopedistas que Darnton comanda ele também uma revolução.

Como diretor do imenso complexo de bibliotecas da Universidade Harvard, ele encabeça a criação da DPLA (Digital Public Library of America, sigla para biblioteca pública digital americana), que a partir de abril vai reunir e compartilhar gratuitamente na internet o acervo e obras de milhares de bibliotecas e universidades do país.

A DPLA é a resposta de Darnton e da academia à violação de direitos autorais representada pelo Google Books, que lucra com os livros repassados para a rede.
"Vamos fazer diferente", diz Darnton, que vê a biblioteca digital como o seu projeto mais ambicioso, algo a ser feito "por séculos".

O debate em torno do livro na era das tecnologias digitais foi tema de "A Questão dos Livros", coletânea de textos que lançou no Brasil em 2010, pela Companhia das Letras. Pela mesma editora, lançou no ano passado "O Diabo na Água Benta", no qual aborda outro assunto importante em sua produção intelectual, o jornalismo -em especial, a imprensa clandestina que veiculava insultos e difamações mas também denúncias políticas de um e outro lado do canal da Mancha no século 18.


segunda-feira, 4 de março de 2013

Templo do livro, modelo em xeque


A atual fase da era digital, marcada pela expansão do mercado de e-books, vem acentuando o debate sobre o destino das bibliotecas tradicionais - e o seu incontornável impacto na formação de leitores


Bibliotecários do Reino Unido ficaram em polvorosa com uma recente declaração do escritor inglês Terry Deary. Autor de obras infantis e juvenis, publicadas inclusive no Brasil, ele disse: "As bibliotecas tiveram seu momento. Elas são uma ideia vitoriana e estamos na era digital. Ou mudam e se adaptam ou deverão ser fechadas. Muito da chiadeira atual é sentimentalismo". A realidade de seu país em crise, onde as bibliotecas sofrem com corte de verba e encerramento de atividades e brigam com editoras pela questão do empréstimo de e-books, é bem diferente da brasileira.
Frequentadores da Biblioteca de São Paulo leem no papel e na tela de um e-reader - Márcio Fernandes/AE
Márcio Fernandes/AE
Frequentadores da Biblioteca de São Paulo leem no papel e na tela de um e-reader
Aqui, a briga é para zerar o déficit de bibliotecas. De acordo com o Censo Nacional de Bibliotecas Municipais, de 2010, 20% das cidades não contam sequer com uma sala de leitura. O dado é ainda mais preocupante nas escolas públicas. O Censo Escolar mostrou que 72,5% ficam devendo esse espaço para seus alunos - existe uma lei que determina que até 2020 essa questão seja resolvida. Outro desafio é a conquista de novos leitores. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 75% dos brasileiros jamais pisaram numa biblioteca. O mesmo levantamento mostrou que 20% dos entrevistados frequentariam uma, se houvesse livros novos. Mas nada convenceria 33% a fazer isso.
"A biblioteca não é um organismo à parte na constituição de uma sociedade: a biblioteca é reflexo dela e responde a ela. Por isso é que temos tão poucas bibliotecas no Brasil", comenta Maria Antonieta Cunha, especialista no assunto e desde 2012 à frente da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, órgão subordinado à Fundação Biblioteca Nacional. Mas o Brasil é, claro, um país grande e desigual, e também no que diz respeito ao acesso a livros vive, simultaneamente, passado, presente e futuro. Enquanto uns correm para resolver essas questões básicas e urgentes, outros veem o momento em que será possível emprestar um livro digital de uma biblioteca e lê-lo no e-reader, tablet ou celular.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Leitura Alimenta: projeto adiciona livro à cesta básica


RESUMO Diretor do complexo de bibliotecas da Universidade Harvard comenta o lançamento da Biblioteca Pública Digital dos EUA, em abril, que vai pôr em rede o acervo em domínio público de dezenas de bibliotecas acadêmicas. Criado como antítese do Google Books, o projeto da DPLA é financiado por recursos privados.
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O iluminismo é o principal tema de estudo do historiador americano Robert Darnton, 73, autor de vários títulos sobre como a difusão do conhecimento alimentou revoluções no século 18. É de certa forma inspirado nos ideais dos enciclopedistas que Darnton comanda ele também uma revolução.
Como diretor do imenso complexo de bibliotecas da Universidade Harvard, ele encabeça a criação da DPLA (Digital Public Library of America, sigla para biblioteca pública digital americana), que a partir de abril vai reunir e compartilhar gratuitamente na internet o acervo e obras de milhares de bibliotecas e universidades do país.
A DPLA é a resposta de Darnton e da academia à violação de direitos autorais representada pelo Google Books, que lucra com os livros repassados para a rede. "Vamos fazer diferente", diz Darnton, que vê a biblioteca digital como o seu projeto mais ambicioso, algo a ser feito "por séculos".

Jorge Araujo - 28.set.12/Folhapress


Robert Darnton no auditório da Folha, em São Paulo, em setembro de 2012
Robert Darnton no auditório da Folha, em São Paulo, em setembro de 2012


Fonte: Exame