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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Educação dentro das celas

Maioria dos detentos do Estado não completaram o ensino fundamental e descobriram na prisão, o universo das letras Cada 12 horas de aula é menos um dia de prisão; muitos relatam que aprendizado ajuda a melhorar a tristeza no local. Por meio da biblioteca circulante detentos podem aprofundar a leitura, exercitando o conhecimento fora da sala de aula Além da educação formal, presos recebem cursos profissionalizantes


Detentos aprender a ler
Detentos aprender a ler (Bruno Kelly)
A frase anunciando que “educar é a arte de fazer as pessoas” pode ser lida num cartaz colorido no corredor que leva às salas de aula do Centro de Detenção Provisória (CDP), situado no km 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista).
Por ali, passam diariamente, centenas de presos por crimes que vão do estupro ao homicídio ou infrações à Lei Maria da Penha. A maioria não tem o Ensino Fundamental completo e busca não só um certificado, mas somar horas em sala que, ao final, vão reduzir o número de anos da pena a ser arbitrada pela justiça, já que cada 12 horas/aula significam menos um dia de prisão.
Há 11 meses preso por homicídio, Jorge (nome fictício), 20, que é de Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus) aprendeu a ler a escrever no CDP, pois só havia estudado até a 1ª série. Arrependido do crime cometido contra um primo dele num momento de embriaguez, ele diz saber que ficará bastante tempo detido, mas promete aproveitar e usar esse tempo para aprender.
Fonte A crítica

terça-feira, 31 de julho de 2012

Mauricio de Sousa: "Agradeço por ter recebido a Educação nas suas diversas formas"


O criador da Turma da Mônica conta que aprendeu as primeiras letras nas historinhas dos gibis


Desde que nasci numa casa cheia de livros. 
Desde que mamãe me ensinou as primeiras letras nas historinhas dos gibis. 
Desde que encontrei professores conscientes do seu papel. 
Desde que fui cercado por poetas, escritores, músicos e ilustradores. 
Desde que me habituei a ler. E muito. De tudo. 
Desde que pude viver do texto e da arte. 
Agradeço por ter recebido a Educação nas suas diversas formas. 
E agradeço mais, ainda, pela oportunidade de retribuir aos que chegam.

sábado, 16 de junho de 2012

Enem tem mais de 6,4 milhões de inscritos


Foram 275,7 mil inscrições a mais que o ano passado; SP, MG, RJ, BA e RS têm maior número de candidatos


O número de inscritos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 chegou a 6.497.466. Segundo balanço publicado no site do Ministério da Educação, foram registradas 275.769 inscrições a mais que a edição do ano passado. O processo foi encerrado às 23h59 desta sexta-feira (15).
Os Estados que tiveram maior número de candidatos foram São Paulo (1.068.517), Minas Gerais (723.644), Rio de Janeiro (474.046), Bahia (458.101) e Rio Grande do Sul (394.641).
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), a confirmação da inscrição só ocorre após o pagamento da taxa de R$ 35, que pode ser feito até 20 de junho. Alunos que estão cursando o terceiro ano do ensino médio em escola pública são isentos do pagamento.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Professor desenvolve projetos criativos em escola potiguar

Os projetos criados por um professor de apenas 20 anos contribuíram para a premiação de sua escola em diferentes ocasiões. Estudante de letras, André Magri Ribeiro de Melo dá aulas de língua portuguesa e literatura na Escola Municipal Adalberto Nobre de Siqueira, em Ipanguaçu, município potiguar a 200 quilômetros de Natal. Na mesma instituição, localizada no assentamento Tabuleiro Alto, área rural do município, ele iniciou a carreira de professor, há quatro anos.

A primeira iniciativa premiada de André foi o projeto Literatura de Terror: uma Visita à Elegante Essência do Medo. A experiência conquistou o primeiro lugar do prêmio Construindo a Nação, edição 2010, no ensino fundamental. Em 2011, o projeto Identidade e Voz do Povo Nordestino na Literatura Regionalista proporcionou à escola o primeiro lugar na mesma premiação. Com esse projeto, a instituição também foi vencedora do Selo Escola Solidária (2011) e conquistou o segundo lugar no Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita (2011).

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Fonte: MEC

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Mercadante quer que empresário invista em educação profissional

“O empresariado não pode se restringir a uma reflexão sobre as políticas públicas de educação”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em entrevista concedida na tarde desta terça-feira, 7, ao comentar o relatório De olho nas metas 2011, divulgado pela organização não governamental Todos pela Educação. 

Hoje, no Brasil, cerca de 1,6 milhão de trabalhadores com carteira assinada são analfabetos. Para o ministro, o engajamento dos empresários na agenda da educação é positiva, mas as empresas precisam investir mais no setor. “É preciso ter responsabilidade social e educacional na ponta, ajudando o financiamento da educação”, disse Mercadante. Ele espera estabelecer parcerias entre o Ministério da Educação e os empresários para garantir aos trabalhadores o direito a ler e escrever.

Os empresários, segundo Mercadante, terão um papel importante no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e no processo de formação dos trabalhadores e seu aprimoramento tecnológico. “Se o Brasil quiser ser competitivo, tem que investir na sociedade do conhecimento. Os empresários precisam pensar menos em rotatividade e mais em formar trabalhadores qualificados e preparados para esse desafio da economia e da inovação”, destacou o ministro.


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Fonte: Portal do MEC

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Fuvest e Unicamp mantêm livros para o próximo vestibular

As leituras obrigatórias para vestibulandos que vão concorrer a uma vaga na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Estadual de Campimas (Unicamp) em 2012 segue igual à do último vestibular. São nove obras de diferentes períodos da literatura brasileira e portuguesa: Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente; Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida; Iracema, de José de Alencar; Dom Casmurro, de Machado de Assis; O Cortiço, de Aluísio Azevedo; A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós; Vidas Secas, de Graciliano Ramos; Capitães da Areia, de Jorge Amado; e a Antologia Poética (com base na 2ª ed. aumentada) de Vinícius de Moraes.

Segundo o manual do candidato do último vestibular, o vestibulando deve demonstrar "conhecimento das obras representativas dos diferentes períodos das literaturas brasileira e portuguesa. O conhecimento desse repertório implica a capacidade de analisar e interpretar os textos, reconhecendo seus diferentes gêneros e modalidades, bem como seus elementos de composição, tanto aqueles próprios da prosa quanto os da poesia. Implica também a capacidade de relacionar os textos com o conjunto da obra em que se insere, com outros textos e com seus contexto histórico e cultural."


Fonte: IG

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Museus, Museologia e Educação

Nos dias 23, 24 e 25 de novembro de 2010, a museóloga Profa. Dra. Maria Cristina Oliveira Bruno, do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, irá ministrar o curso Museus, Museologia e Educação - aproximações teórico–metodológicas, com duração de 12 h/a. As vagas são limitadas. Certificados os participantes com 75% de presença.



O evento acontece nos seguintes horário e locais:

Horário: 14h–17h20min

Locais:

23/11 e 25/11– Auditório da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação - Fabico [foto]/UFRGS (Av. Ramiro Barcelos 2705)

24/11 – Sala Fahrion –Reitoria/UFRGS – 2 andar – Campus Central





Investimento: Estudantes UFRGS 15,00; Estudantes outras IES: 20,00 e Profissionais: 50,00







Sobre a Ministrante

Museóloga. Licenciada em História pela Universidade Católica de Santos (1975), com especialização em Museologia pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1980), mestrado em História Social / Pré-História pela Universidade de São Paulo (1984) e doutorado em Arqueologia pela Universidade de São Paulo (1995). Fez concurso de Livre-Docência em Museologia no MAE/USP (2001). Atualmente é docente – Professora Associada – ms5 do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, onde foi Vice–Diretora (2005 a 2009) e coordenou as quatro edições do Curso de Especialização em Museologia (1999 – 2006). Nesta instituição participa do Programa de Pós–Graduação em Arqueologia, no âmbito da Linha de Pesquisa – Musealização da Arqueologia, orientando trabalhos de mestrado e doutoramento, ministra disciplinas optativas de graduação sobre Museologia, aplicada à Arqueologia e Etnologia e desenvolve pesquisas de comunicação museológica. É professora convidada da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Portugal, onde ministra seminários e orienta mestrados e doutoramentos no Centro de Estudos de Sociomuseologia. Tem experiência na área de Museologia, com ênfase para Projetos de Comunicação Museológica, atuando principalmente nos seguintes temas: museologia, museu, museologia brasileira e musealização da arqueologia . Desenvolve estudos sobre mentalidades referentes às interfaces entre Arqueologia e História Cultural Brasileira. Presta consultorias a outras instituições para a elaboração de programas museológicos. Coordena o Grupo de Pesquisa do CNPQ – "Musealização da Arqueologia" e é bolsista CNPQ/Produtividade.



Realização: UFRGS (FABICO/PPGEDU/FACED); GEMMUS - Grupo de Estudos em Memória, Museologia e Patrimônio; CURSO DE MUSEOLOGIA e MUSEU DA UFRGS



Apoio: ANPUHRS; MUHM; ASPHE e SEM




Fonte: Revista Museu

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Acesso a bibliotecas reduz evasão escolar

Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Instituto Ecofuturo, em 2007, avaliou o impacto do Projeto Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso, mostrando que a implantação de 55 unidades levou à redução, nesses lugares, de 0,6% do índice de evasão escolar. Ter menos de 0,6% é quase um ponto adicional de redução e estamos otimistas com relação à taxa de evasão escolar - salientou a pesquisadora do Ipea, Mirela Carvalho.

O estudo foi mencionado pela pesquisadora durante o seminário "Expansão do acesso à leitura: integração entre ações públicas e privadas", realizado no início do mês. De acordo com Mirela, a pesquisa avaliou como as bibliotecas poderiam influir, por exemplo, na aprovação e reprovação de alunos e no abandono da escola. Foram implantadas 80 bibliotecas em nove estados, pelo projeto realizado pelo Ecofuturo em parceria com a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

O estudo sugere premiar as melhores bibliotecas e criar um sistema de capacitação continuada de bibliotecários. Promover troca de experiências entre bibliotecas sobre planejamento, gestão e realização de atividades de apoio e incentivo à leitura também estão entre as sugestões levantadas pela pesquisa.

Fonte: O Globo / Agência Brasil