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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Em SP: Biblioteca Brasiliana Mindlin inaugura com exposições


Edifício que abriga a coleção – com mais de 32 mil títulos de autores brasileiros ou sobre o Brasil – formada pelo casal Guita e José Mindlin será inaugurado no sábado. Atendimento ao público começa no dia 2 de abril


Um novo capítulo da história da biblioteca formada pelo casal Guita e José Mindlin começa a ser escrito a partir deste sábado (23/03), com a abertura para o público do edifício que agora abriga os mais de 32 mil títulos da coleção brasiliana doados em 2006 pelo bibliófilo e empresário à Universidade de São Paulo (USP).
Autoridades e cerca de 500 convidados haviam confirmado presença para o evento que marca a inauguração da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, em um edifício moderno de 20 mil metros quadrados dentro da Cidade Universitária, em São Paulo, projetado pelos arquitetos Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb (neto do casal), com assessoria da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.
A partir do dia 25 de março, o público poderá conferir a exposição permanente Não faço nada sem alegria – lema do ex libris da biblioteca –, com painéis incluindo imagens, textos e vídeos sobre a vida do casal, a formação da biblioteca, a construção do edifício, a cultura, a materialidade e a conservação do livro, a história da imprensa e o prazer da leitura.
“A exposição de longa duração foi pensada junto com a arquitetura do edifício; há, por exemplo, imagens de Mindlin lendo trechos de poemas ou do Grande Sertão Veredas”, disse Pedro Puntoni, diretor da biblioteca e coordenador do Projeto Brasiliana USP.
Uma segunda exposição, de curta duração, prevista para seguir até o dia 28 de junho, apresentará os cem livros e documentos mais valiosos, importantes e significativos da Biblioteca Mindlin, devidamente protegidos em vitrines de vidro e metal.
Obras originais de autores como o viajante alemão Hans Staden (1525-1579), o pintor francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848), o empresário português Gabriel Soares de Sousa (1540-1591) e os escritores brasileiros João Guimarães Rosa (1908-1967) e Graciliano Ramos (1892-1953) integrarão essa mostra, que inclui ainda 12 iPads, para que os visitantes folheiem virtualmente alguns dos livros expostos – que também estão disponíveis, digitalizados, no site da biblioteca.
Digitalização do acervo
Parte da biblioteca que é inaugurada agora – aproximadamente 3,5 mil títulos – está disponível para download no site da instituição, que é um órgão da Pró-Reitoria e Extensão da USP.
“Temos mais títulos digitalizados, mas estamos colocando aos poucos [no site], porque o maior trabalho não tem sido a digitalização e sim os metadados, a catalogação, a preparação”, afirmou Puntoni, professor na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
O projeto de digitalização da Brasiliana Mindlin, considerada a mais importante coleção do gênero formada por um particular, contou no seu início com apoio da FAPESP, que, segundo o diretor, foi importante para a montagem do laboratório de digitalização e a criação do site.
“A pesquisa apoiada pela FAPESP resultou também na definição de uma plataforma para a digitalização de livros raros e documentos de acervos memoriais”, disse Puntoni.
Várias outras instituições culturais, como a Biblioteca Mário de Andrade, o Instituto Moreira Salles, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Arquivo Público do Estado de São Paulo, também estão usando ou em vias de usar esse produto desenvolvido com o apoio da FAPESP, a Plataforma Corisco, que é ao mesmo tempo um software, uma política e um conjunto de regras e procedimentos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Oficinas de Origamis agitam o mês das crianças em Botucatu, SP


Atividades são oferecidas nas bibliotecas da cidade.
Podem participar crianças a partir de 6 anos.


Ramais da Biblioteca Municipal recebem oficina de Origami  (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Botucatu)Ramais da Biblioteca Municipal recebem oficina de
Origami (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Botucatu)
Desde o começo do mês de outubro, os ramais da Biblioteca Municipal “Emílio Peduti” de Botucatu, SP, passaram a receber oficinas gratuitas de origami destinadas para crianças a partir de 6 anos. A programação faz parte das atividades em comemoração do Dia das Crianças.
Os ramais estão distribuídos nos seguintes endereços: Conjunto Habitacional Humberto Popolo (Cohab 1),na Rua Cônego Agostinho Culturato, s/nº; Jardim Bandeiras na Avenida Dr. Nahime Zacharias, nº55; e na Vila dos Lavradores, na Rua Brás de Assis, nº121.

As atividades contam com a carga horária de duas horas e são ministradas pela artista plástica Luciana Aliberti Miyashiro. “O origami desperta nas crianças a sensação lúdica da descoberta e possibilita o aprendizado a partir de formas tradicionais e básicas. Ele também estimula a memorização e a concentração de maneira recreativa”, ressalta a artista.

As oficinas são abertas para o público em geral e estudantes das escolas públicas e particulares. Os interessados em participar podem procurar de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, a Biblioteca Municipal “Emílio Peduti”.

Público 
Segundo a monitora Elizabete Gonçalves, mais de 140 crianças de cinco escolas e o público em geral já participaram das oficinas oferecidas neste mês. “A mudança para as bibliotecas ramais dos bairros tem como objetivo movimentar mais estes locais. Somente neste mês está previsto a participação de mais 100 crianças nas oficinas”, explica.

A monitora ainda informa que as escolas interessadas em participar das oficinas podem agendar suas visitas nos ramais para o mês de novembro na própria Biblioteca Municipal.

Serviço
Biblioteca Municipal “Emílio Peduti”
Rua João Passos, 808 – Centro
Telefone: (14) 3882-9636
Fonte: G1

domingo, 30 de setembro de 2012

Conheça bibliotecas que oferecem livros em línguas estrangeiras

Diversos títulos em alemão podem ser encontrados na biblioteca do Instituto Goethe (foto)

Diversos títulos em alemão podem ser encontrados na biblioteca do Instituto Goethe (foto)

A cidade de São Paulo, que abriga tantos estrangeiros, também possui boas bibliotecas com títulos em outros idiomas. Conheça cinco opções:


Instituto Cervantes de São Paulo
Mais de 15 mil itens, entre obras da literatura espanhola e hispano-americana, livros didáticos, DVDs e revistas, compõem o acervo da biblioteca Francisco Umbral. Há títulos disponíveis em catalão, galego e basco. Os computadores do local também dão acesso a importantes bancos de dados. Mensalmente, o Club Cervantino organiza rodas de leitura.
Instituto Goethe
O acervo, que inclui livros, vídeos e CDs, é quase todo em língua alemã e abrange literatura, filosofia, história e artes contemporâneas, além de material para o estudo do idioma. Há um pequeno acervo de obras infantojuvenis. Revistas alemãs com foco no cinema, na dança e no teatro também estão disponíveis.
British Council e Cultura Inglesa
A biblioteca é especializada em literatura em língua inglesa, especialmente de autores britânicos. Além do espaço de leitura, há um sistema de áudio e vídeo com programação em inglês onde se pode assistir ao canal BBC. O local organiza grupos de leitura e sessões de cinema.
Fundação Japão
Localizada no prédio aos fundos da Casa das Rosas, a rica biblioteca, com mais de 20 mil itens, reúne diversos títulos sobre o Japão (literatura, história, artes e cultura em geral). Além do material publicado em japonês, também há diversos livros em inglês e em português. Entre as recentes aquisições há os lançamentos do escritor Haruki Murakami e DVDs de música pop japonesa.
Aliança Francesa
A biblioteca Claudie Monteil possui um importante acervo da cultura francófona na cidade. Além dos títulos dedicados à literatura e ao aprendizado da língua, há filmes em DVD e assinaturas de mais de 20 revistas e jornais franceses.




domingo, 23 de setembro de 2012

Jundiaí ganha biblioteca de 1º mundo na Argos

Com aporte de R$ 4 milhões, lugar se transforma em espaço contemporâneo de leitura para próximas gerações

A Argos é um espaço afetivo na memória de muitos jundiaienses. E as novas gerações agora ganham um impulso incrível para também participar desse pedaço histórico da Vila Arens. Neste sábado, a inauguração da nova Biblioteca Pública “Professor Nelson Foot” mostrou que com dinheiro (R$ 4 milhões) e boas ideias abrem-se novas perspectivas de futuro sem perder o elo com o passado.

São 52 mil livros à disposição dos visitantes, mais material em braille. O cadastro é gratuito, com um ambiente limpo, arejado, bonito e de fácil acesso aos diversos espaços. 

Uma única rampa, em meio a um espaço plano de 2,9  mil metros quadrados, com livros nas prateleiras espalhadas ou nas estantes móveis (19 mil dos livros, onde uma manivela abre cada uma). Tem mesas com cadeiras, sofás, pufes e outras opções de acomodação. 
Em breve vai ganhar um café, com o que não ficará devendo em nada para as boas e grandes livrarias da Capital onde as pessoas passam horas.

 “O espírito é esse, que muita gente venha aqui para curtir e se desenvolver. A biblioteca é a vida em capítulos, em sonhos, emoções e conhecimentos”, diz o prefeito Miguel Haddad (PSDB), elogiando as 3.4 mil inscrições deste ano da Olimpíada de Redação.

Em sua nova sede térrea no Complexo Argos, a biblioteca deve ampliar a média atual de 200 visitantes diários entre seus 34,6 mil cadastrados. “Esperamos dobrar esse número”, diz a diretora Neizy Cardoso, de olho no novo eixo que está surgindo com o Parque Guapeva ligando a área com o complexo de Pinacoteca, Teatro Polytheama e Museu da Energia mais acima. 

O Coral Sons e Cenas, da escola municipal Aparecida Merino Elias, e os violinos e violoncelo do  Quartett Noble, deram show. 

O garoto Francisco Cunha Sanchez, de 10 anos, pegou um livro de Ziraldo, não teve dúvidas em se jogar nos pufes para curtir “O Menino Maluquinho” e prometeu voltar em poucos dias. Outra que adorou o espaço infantil e queria levar um livro emprestado era a pequena Isadora Gattolini Martho, 11 anos, que foi conhecer a biblioteca nova o com a mãe. 

Texto completo

Fonte: Bom dia

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Bibliotecas de SP homenageiam Miguel de Cervantes


Programação especial comemora o nascimento do escritor espanhol, em 29 de setembro de 1547
A partir de 1º/09, 16 bibliotecas paulistas e o Bosque da Leitura do Parque do Carmo promovem atividades para homenagear Miguel de Cervantes, escritor espanhol que morreu há 396 anos. Sérgio Molina, ganhador do prêmio Jabuti em 2004 por sua tradução de Dom Quixote de La Mancha, obra-prima do homenageado, é um dos convidados do evento. Ao lado do escritor Ricardo Lísias, da doutora em literatura espanhola pela USP, Rubia Prates Goldoni, do jornalista e crítico literário Manuel da Costa Pinto e do ator e músico Carlos Careqa, Molina participa da mesa-redonda “Pontes Quixotescas”, realizada na Biblioteca Viriato Corrêa. Além do debate, que encerra no dia 29 a programação especial, outras bibliotecas e bosques da leitura recebem, a partir do dia 02/09, encenações teatrais, show musical, além da exibição de uma mostra de filmes protagonizados por Dom Quixote. 

Para conferir a programação completa, clique aqui.

Fonte: Publishnews

domingo, 25 de março de 2012

Verde e cultura na Luz

Arquiteto expõe detalhes do complexo cuja construção deve começar em 2013


CAMILA MOLINA 
O projeto do Complexo Cultural Luz, que, pelo cronograma, começará a ser construído no início de 2013 no terreno em frente da Sala São Paulo, na Estação Júlio Prestes, foi apresentado ontem na Secretaria de Estado da Cultura, em evento que contou com a participação do governador Geraldo Alckmin. O empreendimento do governo estadual abrigará três teatros e as novas sedes da São Paulo Companhia de Dança e da Escola de Música do Estado de São Paulo - Tom Jobim, além de biblioteca como áreas públicas e verdes. A obra está orçada em torno de R$ 500 milhões e prevista para ficar pronta em quatro anos.
"Em junho teremos a audiência pública, já antecipadamente, vamos licitar a gerenciadora para fazer todo o acompanhamento de edital e esperamos abrir a licitação no fim do ano. O projeto executivo ainda vai ser detalhado para se iniciar as obras no começo do ano que vem", afirmou Geraldo Alckmin. "A revisão do projeto foi importante, porque ele tinha 100 mil m² de área construída e reduziu-se para 70 mil m². Ganhamos três hectares de área verde e também uma redução de custos importante", disse ainda o governador.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Biblioteca Monteiro Lobato prepara festa para comemorar seus 61 anos

A Biblioteca que leva o nome do maior escritor infantil brasileiro faz aniversário no próximo dia 18 de abril.



Especializada no público infantil desde 1950, a Biblioteca que leva o nome do maior escritor da literatura infanto-juvenil brasileira, Monteiro Lobato, realiza no próximo dia 17 de abril (domingo) uma programação especial na véspera da comemoração do seu aniversário de 61 anos. O evento contará com recital, lançamento de livro, exposição de fotografias e grafites, encontro com escritor, fórum de debates sobre políticas culturais e a presença do rapper GOG. As atividades também têm como objetivo prestar homenagens ao escritor que nasceu em 18 de abril de 1882, data que se tornou o Dia Nacional do Livro Infantil por causa do conjunto educativo de suas obras. Lobato faleceu no dia 04 de julho deixando obras importantes como: “Reinações de Narizinho” e o “Sítio do Pica Pau Amarelo”
As comemorações iniciam às 10h com abertura da exposição de painéis de grafites confeccionados ao longo de 2010, durante as edições do Sarau Bem Legal, atividade que movimenta a biblioteca sempre no último domingo do mês. O encontro poético é realizado pelo grupo infanto-juvenil Esse Tal Recital, coordenado pelo professor Nelson Maca. Por conta do aniversário da Biblioteca, haverá uma edição especial do Sarau, às 11h, do dia 17 de abril.
Leia mais 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Biblioteca Mário de Andrade reabre em SP após 3 anos fechada

A Biblioteca Mário de Andrade, a segunda maior do Brasil, reabriu nesta terça-feira suas portas em São Paulo coincidindo com o aniversário de 457 anos da fundação da cidade, após permanecer três anos fechada para obras de restauração.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, liderou a cerimônia de reabertura do edifício, situado no coração da capital paulista, num ato que contou com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ex-candidato à Presidência José Serra.
"É um presente para a cidade. Uma biblioteca que traz muitas lembranças. Eu mesmo tenho boas histórias vividas aqui", declarou Kassab, citado em comunicado oficial. Para o prefeito, a restauração da biblioteca proporciona a oportunidade de continuar escrevendo "a história de São Paulo" nesse espaço.

A biblioteca disponibiliza a partir desta terça-feira um acervo de 327 mil livros, entre os quais se encontram 51 mil peças consideradas raras ou especiais, segundo uma nota da instituição.Cerca de 40 manifestantes interromperam a cerimônia para gritar palavras de protesto contra o aumento para R$ 3 da tarifa de ônibus na capital paulista. "Kassab, ladrão, abaixa a condução" era uma das frases.
Além das obras de restauração da biblioteca, que tiveram um custo de R$ 16,3 milhões, a praça Dom José Gaspar, onde se encontra o edifício, também passou por obras de revitalização. Inaugurada em 1926 em outra área da cidade, a Mário de Andrade foi transferida em 1943 para sua atual localização, um espaço art déco de 12.032 metros quadrados projetado pelo arquiteto francês Jacques Pilon.
As obras de restauração permitiram recuperar a fachada, impermeabilizar o terraço, modernizar as redes internas de infraestrutura elétrica e transformar o espaço em um edifício com maior acessibilidade. A reinauguração da biblioteca conta com uma programação de atividades culturais, que incluem visitas guiadas e lançamento de livros, além de conferências e apresentações musicais.
Fonte: IG 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Bibliotecas de escola que são vitrines

O Conselho Regional de Biblioteconomia de São Paulo está empenhado em dar maior visibilidade aos melhores casos de bibliotecas escolares existentes no estado. É uma forma eficaz e inteligente de mostrar a importância desse equipamento nos estabelecimentos de ensino e por que as bibliotecas podem fazer verdadeiras revoluções na educação brasileira.
Com a lei assinada por Lula tornando obrigatória a existência de bibliotecas em todas as escolas do país, o CRB-8 aposta na valorização dos bibliotecários e na expansão do mercado de trabalho.

Saiba mais aqui.
Fonte: Brasil que lê

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SP ganha "Biblioteca de cheiros" em Perdizes

Museu do perfume tem peças de 3 mil a.C. e surge da parceria entre empresa e faculdade

Valéria França - O Estado de S.Paulo
Uma casa com aromas e muita história abre hoje as portas ao público em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. O primeiro museu do perfume da cidade reúne, num espaço de 210 m², 500 peças. Descobre-se, ali, por exemplo, que Napoleão carregava sempre dentro da bota um perfume. E por isso a água de colônia Külnisch Wasser desenvolveu um vidro com um desenho mais longilíneo, especial para acomodar melhor no calçado.

O levantamento histórico do acervo começa em 3 mil a.C. Há muitas peças originais, caso de um frasco de 5 cm - que mais parece um bibelô do que um vidro de perfume -, feito de pátina no ano 4. "Ganhei essa relíquia do embaixador de Israel há oito anos", diz o colecionador Miguel Krigsner, fundador do Boticário, empresa que investiu R$ 1,5 milhão no projeto, desenvolvido em parceria com a Faculdade Santa Marcelina.

Para montar o acervo foram recolhidas peças em cem empresas do setor - brasileiras, americanas e francesas. "Não montamos um museu, mas uma osmoteca, uma biblioteca de cheiros, que será um bom suporte para pesquisas", diz Andréia Miron, professora da Faculdade Santa Marcelina. Além das informações sobre o mundo dos aromas estarem cruzadas com a moda da época, há pelo menos cinco estações multimídia, que oferecem imagem, som e aromas.
Experiência interativa. Entre elas, a estrela da exposição é a scentys, um equipamento com tela de 32 polegadas acoplada a um "chuveiro de som" e a um dispositivo que exala fragrâncias. É nesse espaço que o visitante aprende que um perfume é construído como uma pirâmide dividida em três partes. No ápice, menos representativo, estão os aromas mais voláteis. É o cheiro que o consumidor sente primeiro, mas que some rapidamente no ar. E dá lugar ao aroma responsável pela personalidade do perfume, que vem a ser o coração da pirâmide, a essência que se percebe quando o líquido seca na pele. Na base estão os fixadores, elementos indispensáveis para o perfume continuar na pele horas depois de aplicado. Na entrada do Espaço Perfume Arte + Histórica, nome dado ao museu, há uma estação divertida que solta aromas cítricos, florais e amadeirados. Basta apertar um botão para experimentar. Além de atrair até mesmo a curiosidade de crianças, o espaço tem piso tátil, legendas em braile e audioguia em inglês e espanhol.

Dobradinha. A inauguração do local, montado num sobrado na frente da Faculdade Santa Marcelina, faz parte de uma estratégia da instituição de investir nos profissionais do setor. "Somos pioneiros na formação em Moda, e o perfume hoje é muito importante", diz Andréia. "Segura e alavanca a indústria da moda. Faltam profissionais especializados no mercado." Em 2011, a faculdade abre um curso sobre o tema. "O objetivo não é formar perfumistas, mas produzir conhecimento, o que começa na elaboração e vai até o pós-venda do produto." Os interessados terão de passar por uma seleção que começa em novembro.

Em expansão
R$ 20 bi/anoé quanto movimenta a indústria do perfume

2º lugaré a posição do País no ranking de consumo (atrás só dos EUA)

HISTÓRIA EM FRASCOS

Ano 4
Parece um enfeite, mas é um vidro de pátina de perfume, descoberto em escavações em Jerusalém. É uma das relíquias que o museu reuniu com a ajuda de colecionadores e empresas.

1861
Eua Impériale, da Guerlain, produzido em homenagem à espanhola Eugênia de Montijo como presente de seu casamento com Napoleão Bonaparte. No frasco, o brasão do imperador.

1920
Um frasco de lança-perfume, muito usado nos bailes de carnaval do começo do século passado. Ao lado, há uma propaganda da época, recurso usado para contextualizar as peças.

1979
Acqua Fresca era uma espécie de lavanda nacional. Lançada pelo Boticário, virou febre entre as adolescentes da década de 1980, quando o Brasil estava fechado para importações. 

Fonte: O Estado de São Paulo