sexta-feira, 6 de maio de 2011

Curso Gratuito: Contadores de História do Patrimônio Paulistano

O Ponto de Cultura oferecido pela Colmeia em parceria com Secretaria de Estado da Cultura, oferece a você a oportunidade de conhecer a história de importantes patrimônios históricos, culturais e turísticos da cidade de São Paulo. Além de conhecer as curiosidades e a história de nossa Cidade participará de aulas e oficinas sobre técnicas de Teatro, Rádio, Contação de histórias, Vídeo e Fotografia.
Também faz parte várias visitas monitoradas aos pontos turísticos de São Paulo.
Ao final, serão realizadas apresentações em espaços públicos.

Período das aulas:
  • Aulas as segundas, quartas e sextas-feiras (eventualmente aos sábados pela manhã).
Duração: Permanente

Como se inscrever

Através do sistema http://www.colmeia.org.br/cadastro e depois compareça no horário comercial, de 2ª a 6ª feira com xerox de todos documentos e declaração da escola de conclusão ou que está cursando o Ensino Médio.

Local de realização do curso

Colmeia - Instituição a Serviço da Juventude
Rua Marina Cintra, 97 (Altura do 4.800 da Av. 9 julho)
Fone/fax: (11) 3881-1545 / 3881-1536

Exposição "Razão e Ambiente" no MAM

Sala Paulo Figueiredo

( 19 ABR - 26 JUN )

Pioneirismo brasileiro na utilização de soluções arquitetônicas ecológicas é o mote da exposição Razão e ambiente, com abertura no MAM-SP em 19 de abril (terça-feira), a partir das 20h.


Com curadoria de Lauro Cavalcanti, exposição da Sala Paulo Figueiredo tem como referências centrais os arquitetos Lina Bo Bardi, Sergio Bernardes e Lucio Costa, cuja instalação Riposatevi (1964) ganha remontagem.
O pioneirismo da arquitetura brasileira modernista na utilização de soluções ecológicas e seus desdobramentos na arquitetura sustentável de hoje são o tema da exposição Razão e ambiente, curadoria de Lauro Cavalcanti para o MAM-SP com abertura na Sala Paulo Figueiredo no dia 19 de abril (terça-feira), a partir das 20h. A exposição complementa a mostra da Grande Sala, Morada ecológica, trazendo o debate da arquitetura sustentável para o âmbito do Brasil. São 21 obras contemporâneas, exibidas por meio de projeções, selecionadas por qualidades arquitetônicas que tratam a preocupação ecológica por diferentes aspectos. São homenageados três arquitetos modernos que também abordaram questões ecológicas: Lucio Costa (1902-1998), Lina Bo Bardi (1914-1992) e Sergio Bernardes (1919-2002). Uma parceria com a Escola da Cidade traz quatro Trabalhos de Conclusão de Curso de seus alunos, escolhidos pela qualidade e pertinência ao tema da exposição.
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

No Brasil, 14 milhões não sabem ler nem escrever

O país ainda tem 9,6% da população com 15 ou mais anos analfabeta. A revelação está no Censo 2010, divulgado nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar da queda de quatro pontos percentuais --no Censo de 2000, o índice era de 13,6%-- quase 14 milhões de brasileiros (13.940.729) ainda não sabem ler nem escrever. A maioria dos analfabetos do país está no Nordeste. Sozinho, ele concentra 53,3% (7,43 milhões) do total de brasileiros que não sabem nem ler nem escrever. Esse percentual é maior do que em 2000, quando era de 51,4%. 
Quando são considerados apenas os habitantes da região, o índice de  analfabetismo é de 19,1%. O Nordeste também tem o Estado na pior situação: 24,3% dos habitantes de Alagoas (537 mil em 2,21 milhões) são analfabetos. Em 2000, eram 33,4%. A região Centro-Oeste, no entanto, continua com o menor total de analfabetos dentre todos os habitantes do país --5,5%, apesar do aumento de 0,1 ponto percentual em relação a 2000. A região com menos analfabetos entre a própria população é a Sul, com 5,1% (índice que era de 7,7% há dez anos). O Distrito Federal continua como a unidade da federação com a menor taxa: 3,5% em 2010, 5,7% em 2000. Os dados de analfabetismo ainda são preliminares. Segundo o IBGE, eles são números puros e podem sofrer   alterações. Rural x urbano - As maiores taxas de analfabetismo estão nas zonas rurais. Enquanto a taxa nas regiões urbanas chega a 7,3%, no campo ela chega a 23,2%. Com exceção de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, todas as outras unidades da federação têm taxa de analfabetismo que supera 10%. Alagoas também ostenta o título de "campeã" nesse quesito: 38,6% da população rural com 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever. Nas áreas urbanas, a maior taxa está também em Alagoas, com 19,58% da população das cidades analfabeta. O Distrito Federal também tem a menor taxa urbana, de 3,26%.


Rafael Targino - UOL Educação - 30/04/2011 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Exposição de caligrafia distribui “palavras de sorte”


O artista Liao Shih Ping apresenta as obras feitas por seus alunos
Em comemoração ao “Dia das Mães” o Centro Cultural Taipei de São Paulo apresenta as obras de alunos do Profº Liao Shih Ping, a partir das 15h e com entrada gratuita. Durante a exposição “100 anos de Fundação da República da China”, o público entra em contato com a caligrafia chinesa e ganha ideogramas com “palavras de sorte”.
A exposição traz demonstração de caligrafia chinesa


O CC Taipei apresenta acervo com peças de vestuário típico, antiguidades, figurinos de teatro etc
Veja mais sobre a exposição aqui.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Falta de livros em casa prejudica estudantes brasileiros


A carioca Ana Luiza, 12 anos, chegou em casa cansada depois de um dia atarefado na escola. Largou a mochila no quarto e falou para a mãe, Christiana Ferreira, 40 anos: "Estou estressada. Vou ler um livro para relaxar". E se dirigiu para a estante para escolher um dos de cerca de 300 livros da família.
A cena na casa da família carioca, porém, não é regra nos lares brasileiros. É o que mostra um levantamento do Movimento Todos Pela Educação, com base no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). A pesquisa, de 2010, analisou 65 países e constatou que 39% dos estudantes brasileiros declararam possuir, no máximo, dez obras literárias.
Além disso, no ranking de alunos que afirmam ter mais de 200 livros em casa, o Brasil ocupa a 64º posição. A realidade se torna ainda mais preocupante com outro dado revelado pelo estudo. De acordo com o levantamento, o estudante que tem até 10 livros em casa tem notas 15% menores em português e ciências do que aquele que tem entre 100 e 200 obras na estante da sala. Em matemática, o diferencial sobe para 17%.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sábato, um homem com compromisso ético que a arte salvou do suicídio

Escritor argentino, um dos grandes nomes da literatura latino-americana, morreu neste sábado, aos 99 anos


O escritor argentino Ernesto Sábato, morto neste sábado aos 99 anos, se destacou por um firme compromisso político e ético que permeou sua obra e graças à arte salvou-se do suicídio, segundo confessou em entrevistas.
Nascido em Rojas, na província de Buenos Aires, em 24 de junho de 1911, o autor de "O Túnel" se consolidou como o expoente da literatura argentina com maior projeção internacional. Agraciado com o Prêmio Cervantes em 1984, o escritor chegou a ser indicado pela Sociedade Geral de Autores e Editores da Espanha como candidato ao Prêmio Nobel de Literatura de 2007.
"A arte me salvou e por isso minha arte é trágica", afirmou em 1992 o autor de "Sobre Herois e Tumbas" à revista "Newsweek", à qual confessou que tentou o suicídio duas vezes.
Simpático ao socialismo, Sábato também foi reconhecido por sua defesa dos direitos humanos. Em 1984, presidiu a Comissão Nacional sobre Desaparecimento de Pessoas (Conadep), que redigiu o "Relatório Sábato", também conhecido como "Nunca mais", sobre os horrores da ditadura militar argentina (1976-1983).
Sábato também escreveu cartas contra o terrorismo da ETA e ensaios sobre a dramática situação da infância no mundo. "A Humanidade vive um tempo de imoralidade", advertiu no final de 2000 em um texto para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O prólogo do relatório "Nunca Mais" valeu ao escritor fortes críticas de organizações humanitárias que questionavam a chamada "teoria dos dois demônios", sobre a violência política que sacudiu a Argentina na década de 1970.
No texto, o escritor sustentou que naqueles anos, a Argentina "foi convulsionada por um terror que provinha tanto da extrema direita como da extrema esquerda". "Nossos filhos não eram demônios. Eram revolucionários, guerrilheiros, maravilhosos e únicos que defenderam a Pátria", afirmou a presidente da Associação Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini, durante um discurso proferido em 24 de março de 2006, quando foram completados 30 anos do golpe militar.
"O que Sábato fez é uma porcaria, mas é seu pensamento", avaliou Hebe. Mas a postura comprometida de Sábato não diminuiu seu número de leitores: seu ensaio "A resistência" (2000), que foi publicado primeiro na internet, apesar da aversão do escritor a tudo o que significasse globalização, foi um sucesso e a primeira edição impressa, de 100 mil exemplares, se esgotou rapidamente.
A fama internacional chegou em 1961, com o romance "Sobre Herois e Tumbas", e a consagração em 1974, com "Abaddón o exterminador", que foi premiado na França, onde também recebeu o título de Cavaleiro das Artes e das Letras.
Antes de se iniciar na literatura, Sábato estudou física na Universidade Nacional de La Plata e entre 1938 e 1939 foi bolsista no Laboratório Curie de Paris. Em seu retorno à Argentina, em 1940, se dedicou ao ensino e publicou sua primeira obra, uma coletânea de ensaios intitulada "Um e o Universo", em 1945, quando abandonou sua carreira científica para se dedicar totalmente à literatura.
Sua última obra publicada foi "Espanha nos Diários da Minha Velhice", fruto das viagens feitas ao país em 2002, quando a Argentina se submergia na mais feroz crise econômica de sua história. Entre os inúmeros prêmios recebidos por Sábato, também estão o Menéndez Pelayo (1997) e o Gabriela Mistral (1983), entregue pela Organização dos Estados Americanos (OEA).
Sábato também recebeu críticas de outros escritores, como Jorge Luis Borges. "(Sábato) escreveu pouco, mas esse pouco é tão vulgar que nos aflige como uma obra copiosa", definiu em 1956 o autor de "O Aleph", segundo o diário que Adolfo Bioy Casares escreveu sobre suas conversas com o amigo Borges.
Sábato também preencheu seu tempo com a pintura, embora tenha confessado que seu "espírito autodestrutivo" o levou a destruir boa parte de suas obras. "Forçado por amigos", segundo declarou, apresentou uma dezena de suas obras em 1989 no Centro Pompidou, de Paris, antes de fazer o mesmo em Madri.
O escritor argentino atravessou momentos difíceis em sua vida com a morte do seu filho mais velho, Jorge, em um acidente de trânsito em 1995, e depois de sua primeira esposa, Matilde, em 1998. Em seguida, Elvira González Fraga entrou em sua vida e o acompanhou da viuvez à morte.
Fonte: Último Segundo 30/04/2011

domingo, 1 de maio de 2011

Iniciação à leitura - ROSELY SAYÃO

'Criar o hábito da leitura' já perdeu o sentido. Queremos que as crianças leiam por prazer ou por costume?


CRIANÇA PODE adorar livros e histórias, desde que os adultos não atrapalhem. E como temos atrapalhado o que poderia ser uma verdadeira paixão pelos livros!
Ler é bom, precisamos formar leitores, a vida sem a literatura não teria graça, temos de incentivar o hábito da leitura nas crianças e nos jovens etc. Afirmações como essas brotam da boca de pais e de professores assim, sem mais nem menos.
Temos gosto em pegar frases e repeti-las muito, até que elas percam seu sentido, não é verdade? Assim aconteceu com essas e outras afirmações que tratam da importância da leitura na vida dos mais novos: tanto fizemos que conseguimos esvaziar o que elas dizem.
Primeiramente quero falar dessa expressão horrorosa: "Criar o hábito da leitura". Ah! Vamos aproveitar e lembrar outra semelhante: "Criar hábito de estudo".
Nós queremos que as crianças tenham prazer com livros e histórias ou queremos que adquiram um hábito?
Leitura, tanto quanto estudo, não deve ser tratada assim. Um hábito se instala e pouco -quase nada- acrescenta à vida de uma pessoa.
Já o amor, o prazer, o gosto verdadeiro pela leitura ou pelo estudo são capazes de mudar a nossa vida. Ler e estudar devem ser uma escolha, uma vontade, uma busca por algo que não se tem.
O bebê já pode ser introduzido ao mundo dos livros e da leitura. Pais e professores podem começar contando histórias e oferecendo livros para que ele manuseie, explore, se entretenha com esse objeto. E não precisa ser livro de plástico, que produza som ou coisa semelhante. Livro de verdade mesmo, de papel, com figuras bonitas e letras, encanta o bebê.
O escritor Ilan Brenman, apaixonado pela literatura, afirma que um requisito importante para iniciar as crianças no universo da leitura é a beleza do livro. Sim: uma capa bonita já chama a atenção da criança, tanto quanto as ilustrações. Aliás, muitos livros sem palavras são lidos pelas crianças com a maior atenção.
Ainda falando de bebês e crianças muito pequenas: o papel do livro, suas diferentes texturas, odores e cores também já são alvo da curiosidade delas e objeto de pesquisa concentrada.
E o que dizer de livros de histórias que crianças já conhecem e adoram -"Peter Pan" e "Alice no País das Maravilhas", por exemplo- com adaptação em "pop-up"? Imperdíveis, já que encantam crianças e adultos.
Não devemos menosprezar as crianças quando o assunto é história: elas não gostam apenas daquelas que foram escritas para as crianças. Toda a literatura, principalmente a clássica, pode ser oferecida, sem censura.
Tornar a leitura um ato obrigatório é uma dessas manias que nós adotamos com as crianças que prejudicam a descoberta que elas poderiam fazer do prazer da leitura. Tudo bem: isso pode ser feito como tarefa escolar, mas depois, bem depois de oferecer a elas a oportunidade de ler por gosto e não por obrigação, no fim do ensino fundamental, por exemplo.
Finalmente: a literatura não deve servir para moralizar a vida dos mais novos.
Nada de contar histórias que só servem para tentar "ensinar" a criança a ter bons modos, escovar os dentes etc. A educação moral e para a higiene, por exemplo, deve usar outros recursos.
Que tal um programa com seu filho? Visitar uma biblioteca ou uma livraria para procurar um livro bonito e gostoso de ler e de ouvir?
Certamente você e seus filhos irão aprender muito sobre a vida e sobre vocês mesmos nesse programa. E boa viagem!

ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha)
Fonte : Jornal Folha de São Paulo, 26 de abril de 2011