segunda-feira, 15 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Personagem brasileiro é destaque de filme italiano

Um personagem do Brasil atual, criador de bibliotecas itinerantes nas favelas do Recife, é o protagonista de um documentário italiano, “A mão e a luva”, de Roberto Orazi, que compete hoje na seção Extra do 5º Festival de Cinema de Roma.
 
O personagem é Ricardo Gomes Ferraz, um poeta e músico do nordeste brasileiro, conhecido pelo pseudônimo de KCal, que aos 16 anos descobriu a literatura com um livro de Machado de Assis, cujo título dá o nome ao documentário.
  
Graças a esse livro, KCal fundou uma biblioteca infantil itinerante, a Livroteca dos Guardiões, montada na sua casa da favela Pina, que com o tempo se transformou em uma rede que atualmente conta com 514 instituições similares no Brasil.

Naquela época, KCal [atualmente com 35 anos] era um adolescente pobre. Usava seus poucos recursos para comprar livros usados nos lugares mais insólitos e por isso se autobatizou “traficante de livros”, que é também o título do filme.

Em 2008, Gomes Ferraz recebeu o prêmio “Faz diferença” na categoria social — o mesmo recebido cinco anos antes pelo atual presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva –, enquanto que em abril de 2009 o ministro da Cultura, Juca Ferreira, reconheceu publicamente a utilidade da obra de KCal.

Orazi, 46 anos, é um documentarista italiano autor de um filme sobre o tráfico internacional de órgãos, “H.O.T.”, que no ano passado foi premiado na quarta edição deste mesmo festival. As filmagens foram parcialmente feitas no Brasil, onde o diretor conheceu a história de Kcal.
  
O filme, além de reconstruir a vida e a obra de Gomes Ferraz, entrevistando moradores da favela, cita algumas de suas poesias no começo e no fim de algumas sequências.

Grande espaço é dedicado a composições de KCal, do acordeonista ítalo-brasileiro Renato Borghetti e do italiano Roberto Vallicelli.  

O filme, que na Itália conta com o patrocínio da Embaixada do Brasil, ainda não tem uma distribuidora local, mas a fama internacional conseguida por Orazi com “H.O.T” pode abrir-lhe caminho nos festivais e lhe dar visibilidade nos mercados estrangeiros.

Veja o trailer do filme aqui.

Fonte: RBBC

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Instituto leva livros a presídios

O Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) vem entregando livros aos presos do sistema penitenciário do estado de São Paulo. Só em 2009, já foram cinco unidades beneficiadas, entre as quais o Presídio Feminino da Capital e a Penitenciária Feminina do Butantã.

O objetivo do Projeto Livreria, como foi batizado, é estimular a formação de acervos para que sejam utilizados tanto pelos detentos como pelos servidores de penitenciárias, hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico, cadeias públicas e centros de detenção provisória no estado.

“Esses livros doados cristalizam o direito à educação e ao conhecimento e efetiva a integração social e o cumprimento mais digno das penas”, afirma a coordenadora do Instituto, Luciana Zaffalon.

O IDDD faz a seleção das obras doadas e encaminha para os estabelecimentos a cada dois meses. O doador pode acompanhar pelo site (http://www.iddd.org.br/) onde seu livro foi parar.

Para quem quiser doar, basta encaminhar, em qualquer época do ano, os livros para a sede do IDDD (Av. Liberdade, 65, conjunto 1101, São Paulo – SP). Também podem ser doadas obras jurídicas, mas a preferência é por livros com temas lúdicos, que tratam de artes e os didáticos. Maiores informações pelo e-mail iddd@iddd.org.br ou pelo telefone (11) 3107-1399.

Fonte: Revista Visão Jurídica – Edição 52

INFORMAÇÃO (EM VERSOS)

Oswaldo Francisco de Almeida Júnior

Ciência,
consciência,
demência.

Teo-ria.
como ser,
com o ser,
conhecer.

Informa,
infere o mundo
organizado,
caótico.

Interfere
no mundo,
no homem.

A informação é a
destruição,
o desastre e a
construção.

A informação é
dialógica,
ilógica,
representação do real (?),
irracional.

Informação e conhecimento
se mesclam e
formam um
amálgama indissolúvel;
a oposição
da oposição
água/óleo;
uma espécie de
café com leite,
alimento e
cotidiano.

A informação
se fantasia,
se mascara –
monstro –
em um baile,
um carnaval –
racional?  
apenas seus olhos
são percebidos –
burca –,
vistos e
reconhecidos;
conhecidos.
O que há
por trás?

A informação
é lúdica,
lúcida.
Bússola,
norteia;
balsa,
sustenta.

A informação
é livre,
libertária.

A informação é inabitável,
não se aluga,
não se vende.

A informação é bélica -
vannevariana -
e pacífica -
otleriana.

Pode ser processo,
mas não conhecimento,
e menos, coisa
(perdão, Buckland).

É fluida, translúcida,
nuvem.
Como neblina,
vem e se
dissolve.
Branca e preta.
Pérfida.

Tem pés de barro
que desaparecem,
derretidos,
nas águas
da interação.

Vive
num átimo.
Efêmera,
perece
nos segredos
do conhecimento.

Não é tácita
ou explícita:
simplesmente
é.

Manchada,
marcada,
não pura,
abre-se diferente
para diferentes
pessoas.

Carrega e
partilha
o conhecimento
de um,
de todos.
Coletiva.

Ínfima e
imensa,
faz e
desfaz
do homem.

Entanto,
o homem
é quem a
faz.

Professor associado do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina. Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP/Marília. Doutor e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA/USP. Mantenedor do Site

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Banco de Livros na Feira do Livro de Porto Alegre



O Banco de Livros está com nove pontos de coleta de livros na Feira do Livro de Porto Alegre.  Integrante da Fundação Gaúcha de Bancos Sociais, o Banco de Livros já arrecadou 394.469 livros, sendo que destes foram descartados 60.641 obras.  Os livros doados são selecionados, catalogados, higienizados (por graduandos em Biblioteconomia da Fabico/UFRGS) e posteriormente encaminhados a escolas, presídios, hospitais, etc. As instituições interessadas em receber obras podem contatar o Banco de Livros pelo e-mail balcaodeprojetos@bancossociaisrs.org.br.  E quem quiser doar livros, além dos postos de coleta na Feira, pode contatar 0800-5416000 ou 3026-8020, em caso de grandes quantidades.


Fonte: Zero Hora, 5 nov. 2010.

Concursos

FEPAGRO - Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária - RSInscrições: até 04 de novembro de 2010.
Remuneração: R$ 3.109,00
Vagas: 01
Taxa: R$ 115,04
Site: www.fdrh.rs.gov.br/editais/FEPAGRO/index.asp> Edital
> Anexo 1